Ansiedade: Entendendo as Raízes, Impactos e Caminhos para a Cura nas Mulheres Modernas


O que é a ansiedade?
Ela é uma resposta natural do nosso corpo, como se fosse uma defesa para nos ajudar em momentos difíceis e de estresse, ela nos ajuda a planejar o futuro, entender e se preparar para os possíveis perigos.
Porém quando ela se encontra em desequilíbrio ela pode nos afetar e prejudicar nossa qualidade de vida deixando nossos dias mais difíceis.
Bases Neurobiológicas:
A ansiedade tem bases neurobiológicas. A amígdala (É considerado por alguns autores como responsável por muitos comportamentos emocionais) ela é uma estrutura localizada no sistema límbico (tem a função psíquica de avaliar afetivamente as circunstâncias da vida, realizar a integração do sistemas nervoso, endócrino e imunológico e organizar uma reação adequada), é responsável por avaliar ameaças e desencadear respostas emocionais, como medo e ansiedade.
No caso onde se tem os transtornos de ansiedade, como o mais conhecido hoje que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou Transtorno do Pânico, a amígdala pode ser hiperativa, resultando em respostas exageradas a estímulos cotidianos. Ou seja, a pessoa pode sentir medo constante, receio de que algo ruim vai acontecer com ela, ou com alguém que ela ama sem motivo aparente.
Assim, com esse estado de vigília constante, pode causar mais pânico e evoluir para quadros de transtornos mais fortes. Os quadros de vigília constante interferem em nossas vidas negativamente, nos prejudicando no profissional, pessoal e social, pois está em constante vigília gasta-se muita energia nos deixando exaustos, assim gerando estresse, fadiga, falta de ânimo, diminui nossa atenção.
Muitas das vezes as pessoas só percebem a necessidade de buscar ajuda quando o quadro de cansaço mental é muito alto e muitas das vezes é necessário entrar com uso de medicamentos para equilibrar o emocional.
Fatores externos:
Embora tenhamos fatores neurobiológicos, também temos os fatores externos que influenciam os quadros de transtornos. A exaustão por trabalhar muitas horas, a falta de exercícios físicos, poluição sonora, traumas do passado, problemas com familiares até a própria pressão social que enfrentamos hoje, pois é tanta tarefa em cima das mulheres que não temos tempo para nada e fazemos tudo correndo, chegando no final do dia com aquela sensação de que não fizemos nada, não é mesmo?
Um dia desses eu me deparei com um corte de vídeo no reels que me fez pensar, a pessoa dizia no corte que todos temos as mesmas 24 horas e justificava seu pensamento com algumas coisas que não me ao caso agora, eu fiquei com essa frase “todos temos as mesma 24 horas” na mente, comecei a observar minha rotina,meus afazeres e das pessoas a minha volta.
Não, nós não temos as mesmas 24 horas! As minhas 24 horas não são as mesmas do meu marido, assim como as minhas 24h não são iguais a sua, nem da sua vizinha, da sua mãe, sogra, amiga e assim por diante.
Vamos fazer uma conta simples, para entender um pouco melhor. Uma brasileira, casada, com filhos pequenos de idade de 3 à 12 anos, que tem uma vida profissional ativa gasta em média 10 horas dentro do trabalho, 2 horas em trânsito (é apenas uma média, pode ser mais ou menos, depende do local onde mora), mais 4 horas para dar banhos nos filhos, fazer o jantar, ensinar o dever da escola, por um pouco da casa em ordem. Até aqui já se foram 16 horas do dia dela, assim sobraram 8 horas. Dessas 8 horas que sobraram, ela precisa estudar, fazer exercício físico, cultivar o amor no seu casamento e dormir no mínimo de 7 à 9 horas para ter uma qualidade de vida boa e assim se manter longe de quadros de transtornos como esses que estamos falando hoje aqui.
Olhando para esse cenário, é claro levando em consideração que a realidade de muitas mulheres são diferentes, mas a média trabalha no mínimo 40 horas semanais, isso exaustivo, todos os dias a mesma rotina, acorda, leva as crianças para escola, vai pro trabalho, volta, pega as crianças, enfrenta trânsito, enfrenta o dilema de arrumar as coisas em casa, dar banhos nos filhos, faz comida, ensina o dever de casa.
Cansativo não é mesmo? Vamos para pesquisas, eu gosto de pesquisa, pois ela nos ajuda a enxergar melhor o quão grave estamos.
“E a pandemia contribuiu muito para agravar esse quadro. Na pesquisa da SulAmérica, 62% das mulheres afirmaram que a saúde emocional piorou durante a pandemia. Na comparação com os homens, as mulheres relataram mais crises de ansiedade (62% contra 42%), mais alteração no humor (52% contra 31%), mais insônia (49% contra 33%), mais frustração (39% contra 26%) e mais desânimo (20% contra 9%).”
Essa parte de uma matéria da Exame, segue o link se desejar ler mais sobre o assunto.
Aqui na pesquisa podemos ver que as mulheres são as que mais buscam ajuda profissional, que os homens, mas o nível de acomução de tarefas sobre as mulheres é mais que sobre os homens. Por mais que nossa cultura esteja mudando e que alguns companheiros dividem as tarefas do lar com sua parceira, ainda existem muitas mulheres que não dispõem dessa mão acolhedora dentro de casa.

Como melhorar essa situação?
Para melhorar e reduzir os quadros de ansiedade e estresse, é necessário, primeiramente, aceitar que você precisa de ajuda e, em seguida, buscar apoio profissional. Um psiquiatra pode prescrever medicamentos para ajudar a equilibrar seu quadro neurobiológico, enquanto a terapia oferece suporte adicional.
Existem várias abordagens eficazes no controle da ansiedade. No meu caso, utilizo a técnica da Livre Associação, um princípio fundamental da psicanálise. Esta técnica permite que você encontre paz, alívio e cura para suas dores por meio da fala. Juntas, vamos trabalhar suas dores e anseios, buscando soluções para as dificuldades do dia a dia.
Além disso, integro a Psicoterapia Breve, que visa trazer resultados significativos em três meses. Isso significa que você começará a se sentir melhor já nos primeiros três meses de tratamento.
Vamos juntos em busca de paz, tranquilidade e equilíbrio? Procure ajuda médica e combine isso com terapia. Os medicamentos podem ajudar a equilibrar as substâncias químicas do seu cérebro, enquanto a terapia oferece suporte para lidar com os desafios diários e ajustar sua rotina, promovendo uma melhor qualidade de vida.




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